domingo, 10 de maio de 2009

Dois lados iguais


Esta semana eu iniciei minha “auto-proposta” de desacelerar e dar tempo ao tempo já que a vida me atribuiu este direito. Mas não é fácil... não mesmo, principalmente pro ritmo que tenho, mas é preciso (necessário). Pelos sentimentos das músicas, é preciso! Quanto mais rápido, mais superficial eu fico, logo, menos do que eu faço eu tenho.
Estava ouvindo as guias das novas músicas e nossos primeiros arranjos, pensando no que já compus. Se a gente avaliar direito, é estranho como nos transformamos com o tempo e como os sentimentos que ajudam a patrocinar essa transformação (hora chamada de evolução, hora de sei lá o quê) são explicitados nas canções e nas melodias.
Sempre falo que não vou escrever sobre as novas músicas aqui antes do lançamento, mas é intrigante pensar no que meu coração vai extravasar nas próximas safras de composições, já que de primeiro o Amor falou tão alto e não me passava na cabeça os tipos de abordagens de hoje, que nem minha interpretação vejo tão preparada assim... Como será depois desse amanhã se hoje minhas músicas dizem o que dizem e do jeito que dizem? Acho mais prudente aproveitar, mas não dá pra não pensar a respeito.
Penso tanto nessas coisas durante minhas insônias, que esses dias acabei enviando um torpedo para o meu próprio número (o que é a falta de um lápis e uma folha) só pra não esquecer um argumento que me fiz: “quais os contrários e com qual avesso fez-se o começo?” O bacana é que essa pergunta gera cerca de 6 bilhões de respostas hoje, porque o avesso que mistura contrários faz surgir um começo muito individual.
Nisso tudo, uma coisa me deixa aliviado: apesar de não saber como, agradeço a Deus por não mais compor “por onde eu andar”. Não só.